terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Guia de carreiras: zootecnia


Nutrição animal é um dos campos de atuação deste profissional.

Carreira ainda precisa ser mais reconhecida, avalia zootecnista. 

Se o crocodilo ou o gambá estão obesos ou o filhote da girafa da Fundação Parque Zoológico de São Paulo precisa de um complemento alimentar, o zootecnista vai saber. Se o hipopótamo está velhinho e necessita de uma dieta especial ou os cisnes não gostaram da nova ração, também. Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Henrique Luís Tavares, de 34 anos, é o nutricionista dos mais 3.500 animais do zoológico de São Paulo.
Entre outras atribuições, o zootecnista é responsável por calcular os regimes dos bichos com sobrepeso, reforçar os pratos das espécies doentes ou em extinção, e adaptar as dietas com os ingredientes disponíveis, a partir do que os animais se alimentam em seu habitat. Os flamingos, por exemplo, recebem pratos diários de peixes misturados com colorau que substituem camarões e algas encontrados na natureza. O colorau ajuda a manter a penugem avermelhada das aves.
Os animais do zoológico paulistano consomem quatro toneladas de alimentos por dia, sendo meia de carne e o restante de ração, frutas, grãos e sementes. Herbívoros como a girafas comem cerca de 100 quilos de alimentos por dia.
Também é função do zootecnista promover o melhoramento genético e aumentar a produtividade animal. "O bem-estar animal é um dos nosso lemas, inclusive na hora do abate. Seguimos regras e técnicas para diminuir o sofrimento do bicho e não comprometer a qualidade da carne", afirmou Tavares. No zoológico de São Paulo, os ratos e porquinhos-da-índia criados no biotério para alimentar outros bichos são mortos por uma câmara de gás, mas segundo o zootecnista, adormecem antes de serem asfixiados.

Um comentário:

  1. Muito bom!!!!
    Parabéns ao Dr. Henrique por explanar tão bem a profissão de zootecnista...

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